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Nós todos e cada um de nós | Almada Negreiros | Vídeo


José de Almada Negreiros faleceu há 50 anos. Um ARTISTA (com A grande) multidisciplinar, que se dedicou fundamentalmente às artes plásticas (desenho, pintura, etc.) e à escrita (romance, poesia, ensaio, dramaturgia), ocupando uma posição central na primeira geração de modernistas portugueses.

O texto "Nós todos e cada um de nós" lido por António Abernú, que também realizou o filme curto (vídeo) que agora apresentamos na cultura_online, faz parte da obra PIERROT E ARLEQUIM de José de Almada Negreiros, 1ª Edição em 1924 (introdução).

Uma reflexão
"A Colectividade como Indivíduo Imortal - A colectividade, apesar de ser o conjunto de todos os seus indivíduos, funciona exactamente como um indivíduo a mais. Assim como se no mundo houvesse toda a gente que existe e mais uma pessoa: esta pessoa seria exactamente todos num só. A colectividade é também um indivíduo, um indivíduo como qualquer outro, mas é o indivíduo colectivo, na verdade colectivo e indivíduo. Com a vantagem sobre qualquer outro de não estar sujeito, como nós, às vacilações de um organismo mortal. A colectividade é o indivíduo imortal. Feito da mesma massa humana que qualquer de nós, os indivíduos mortais".

António Abernú, Actor, Encenador, Formador, e Autor de Teatro tem colaborado com a Biblioteca. Compôs e representou uma peça de teatro original em 2011. "O Homem que queria ser Água" e criou a "Entre, Ler e Diálogos" - uma Instalação Multimédia (2014).

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