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Exposição | Numa manhã de noveiro

 


Roberto Santandreu | De 29 Janeiro a 19 Março | Sala de Exposições

Inauguração: Dia 29 Jan. | 17h00


O Diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, e o Comissário para as Atividades Culturais no Campus, têm o prazer de convidar para a inauguração da exposição “NUMA MANHÃ DE NEVOEIRO” (ensaio fotográfico sobre o sebastianismo / instalação) de Roberto Santandreu, no dia 29 de janeiro de 2026 pelas 17h00, na Sala de Exposições da Biblioteca NOVA FCT. A exposição está patente até 19 de janeiro de 2026.

 

Sebastianismo: Memória? Utopia?
Fotografia e instalação de Roberto Santandreu

A exposição “Numa manhã de nevoeiro” (um ensaio fotográfico sobre o Sebastianismo) desenvolve o trabalho do artista visual Roberto Santandreu, que, mais do que revisitar a figura de D. Sebastião, promove uma discussão aberta sobre todo o imaginário do Sebastianismo através da fotografia e de uma memória-instalação, sustentada por textos, cronologias e outros elementos que revelam o profundo impacto que este tema exerceu e continua a exercer na cultura portuguesa.

 No centro do projeto está a evocação do campo de Alcácer-Quibir, cenário da batalha de 1578 que marcou não apenas a morte (ou o desaparecimento) do jovem rei, mas também o início de um mito fundador da identidade nacional: a crença messiânica no retorno de D. Sebastião, símbolo de esperança coletiva e de uma promessa sempre adiada.

A Biblioteca da FCT NOVA, dando continuidade à sua longa tradição expositiva, reforça nesta mostra a dimensão simbólica do Sebastianismo: a memória histórica inscrita em imagens e a necessidade contemporânea de reabrir narrativas, questionando como este mito coletivo, tantas vezes associado a esperas messiânicas ou ao desejo de salvação nacional, continua a ressoar no imaginário português e nas formas de pensar o futuro.

Entre o real da batalha e o imaginário da espera, a exposição de Roberto Santandreu propõe ao público um território de contemplação e de questionamento, onde a arte se cruza com a história e com a força persistente dos mitos nacionais, revelando como a utopia sebastianista permanece, ainda hoje, uma chave para entender os modos como a cultura portuguesa negoceia o seu passado e projeta os seus horizontes.

José Moura
Comissário para as Atividades Culturais do Campus
Biblioteca NOVA FCT
 
Cronologia da exposição aqui
 

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