Susana Aleixo Lopes com Curadoria de Volker Schnüttgen 5 de dezembro de 2017 a 28 de janeiro de 2018 Sala de Exposições | Biblioteca [O vazio.] Na minuciosidade desse encontro percebemos que tudo vem do vazio e para ele se caminha. É de onde vimos e para onde vamos. O começo, o fim. É o nada, o ar, o espaço entre. É o negativo como forma. É a queda da ausência à matéria, o excesso. Um caminho atrativo de uma realidade distorcida, um mergulho no abismo desesperante e inevitável. É um colapso da fuga, um estado de espírito. Um momento ou uma etapa. Uma vontade insaciável e presente. O vazio é uma escolha, é fulcral para o despertar do sentido da vida. É individual, uma virtude, uma possibilidade no interior da aparência. É externo, interno, e pode ficar suspenso na sua metamorfose. Passa despercebido, ou fica alerta para os vestígios deixados de um abandono de si. Ele espreita(-se), observa(-se) de perto ou de longe. Pode estar exposto ou camuflado, criar barreiras contra todo...