Avançar para o conteúdo principal

Concerto | O Tempo dos Rios


Dia 02 de outubro | Grande Auditório | 18:00 
Entrada livre até ao limite de ocupação do espaço

Orquestra Sem Fronteiras

“O Tempo dos Rios” é um espetáculo multidisciplinar que cruza música, cinema e literatura, tendo os rios como ponto de partida poético e ecológico. A proposta convida a uma experiência de fruição estética aliada à valorização da natureza.

Na dimensão musical, o espetáculo parte da obra autoral de Tiago Sousa, compositor e multi-instrumentista cuja estética minimalista e orgânica explora frequentemente temas ligados à água e à fluidez, como no álbum “Ripples on the Surface”. As suas composições serão recriadas em co-criação com a Orquestra Sem Fronteiras, envolvendo músicos e o próprio autor na exploração de novas sonoridades.

A música será acompanhada pela projeção de um filme mudo original de Joana Patrão, concebido especificamente para o espetáculo e desenvolvido em diálogo com o arco musical.

A literatura estará presente através da leitura de textos e fragmentos originais da escritora Joana Bértholo, autora de “Ecologia”, completando uma experiência artística imersiva e multissensorial.

A Orquestra Sem Fronteiras (OSF), sediada em Idanha-a-Nova, tem como missão apoiar e fixar jovens talentos no interior do país, combater o abandono do ensino da música, premiar o mérito académico e promover a participação cultural em territórios de baixa densidade.

Desde 2019, a OSF apresenta concertos, palestras, ensaios abertos e iniciativas pedagógicas em dezenas de localidades, sobretudo no interior raiano, desenvolvendo também projetos de música em comunidade com escolas e populações locais. A sua atividade promove a cooperação e integração transfronteiriça, reunindo músicos portugueses e espanhóis.

A OSF procura criar oportunidades de participação e fruição cultural, contribuindo para reduzir assimetrias geográficas e fortalecer o desenvolvimento social, económico e cultural do país. Desde 2019, possui estatuto de utilidade pública cultural. Em 2022, recebeu o Prémio Carlos Magno para a Juventude, entre outras distinções. Desde a fundação, realizou mais de uma centena de apresentações, apoiando milhares de jovens músicos e espectadores.

Martim Sousa Tavares é natural de Lisboa, onde nasceu em 1991. Formado em Ciências Musicais e Direção de Orquestra, o seu percurso académico passou por Portugal, Itália e Estados Unidos, onde foi bolseiro Fulbright e obteve o diploma com nota máxima e program honors. É fundador da Orquestra Sem Fronteiras, com a qual ganhou, entre outros galardões, o Prémio Carlos Magno para a Juventude do Parlamento Europeu. É diretor artístico da Orquestra do Algarve e do Festival de Sintra. Para além de manter uma agenda intensa como maestro e criador nos principais palcos do país, ocupa um papel destacado na divulgação da música clássica e no cruzamento das artes, e o seu trabalho tem passado por livros, televisão, rádio, podcasts, palestras, curadoria e outros formatos.


Foto: Créditos Enric Vives-Rubio _ Orquestra Sem Fronteiras

Comentários