De 10 de novembro a 19 de janeiro
O Diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, e o Comissário para as Atividades Culturais no Campus, têm o prazer de convidar para a inauguração da exposição “MUNDO VISÍVEL” (fotografia) de João fazenda, no dia 10 de novembro de 2026 pelas 17h00, na Sala de Exposições da Biblioteca NOVA FCT. A exposição está patente até 19 de janeiro de 2027.
NOTA
A fotografia é entendida como uma forma de olhar e interpretar a realidade, permitindo ver e fazer ver o mundo de modo particular. A atividade fotográfica iniciou-se no final dos anos 1960, com uma abordagem humanista, ligada ao Foto Clube 6x6, onde foram realizadas as primeiras exposições.
Após um período de menor atividade, motivado pela vida profissional e familiar, a fotografia foi retomada com maior intensidade na primeira década do século XXI. O preto e branco constituiu a principal linguagem, posteriormente complementada pela fotografia a cores e, mais tarde, pelo digital, sem abandono da película.
João António Fazenda
PERCURSO
1947 – Nasce em Faro
1962 – Primeiras fotografias com uma
Kodak de fole
1970 – Adquire uma camara reflex
Pentax em Hong Kong, na viagem de fim de curso
1970 - Entra para sócio do
Foto-Club 6x6, em Lisboa
1971/73 – Membro da Direção do
Foto-Club 6x6, depois APAF – Associação Portuguesa de Arte Fotográfica
1971 – Primeira exposição individual
– Genesis, Foto-Clube 6x6, a que se
seguem Continuum (1974)
e Vivências (1976), APAF-Associação
Portuguesa de Arte
Fotográfica
1971/80 – Participa em numerosas
exposições coletivas, de que se salienta a 1ª Exposição Luso-Brasileira de
Fotografia, Évora (1972), Portugal Um Ano de Revolução 25 de Abril (1975),
Inter-Foto Mallorca, Palma de Maiorca (1976), 2º Salão Inter-Associações
Porto/Coimbra/Lisboa (1979), Fotografia Portuguesa Contemporânea – 1ºs
Encontros de Fotografia de Coimbra (1980)
1974/75 – Curso de Fotografia dos
Serviços Cartográficos do Exército
1971/94 – Dá formação em fotografia
em clubes juvenis, residências universitárias, Instituto Português de
Fotografia, Polícia Judiciária, Escola Superior de Hotelaria e Turismo do
Estoril
1971/77 – Obtém prémios em concursos
nacionais e internacionais de arte fotográfica (Igualada/Espanha,
Zadar/Jugoslávia, Rio de Janeiro, Lisboa, Setúbal, Estoril, Bragança, Silves,
Zambézia/Moçambique, Póvoa do Varzim)
1980/2006 - Não deixa de fotografar
mas não expõe nem divulga (fase do Nim), com as únicas exceções da exposição Degrau a Degrau, Escola Superior de
Teatro e Cinema, Amadora (1998) e do 1º
prémio do Concurso IPL - Instituto Politécnico de Lisboa (2005)
2006 – Retoma as exposições
individuais – Da Necessidade de Ver, Escola Superior de Teatro e Cinema, Amadora
Exposições
2006 - Da Necessidade de Ver, Biblioteca Municipal
de Portalegre
2007 - O Eterno Retorno, Galeria de Arte Convento do Espírito Santo, Loulé
2007 - Itinerâncias do Olhar, Galeria de Santa Clara, Coimbra
2008 - Algarve – Da Luz e da Obscuridade, Reitoria da Universidade de Lisboa
2009 - Experiência de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema, Amadora
2012 - A Praia da Minha Vida – Fotografias da Ilha de Faro, Biblioteca
Municipal de Faro
2013 - Uma fotografia sua é selecionada para decorar a Biblioteca Municipal dos
Coruchéus – Lisboa
2014 - Alvalade
debaixo de olho, Biblioteca Municipal dos Coruchéus, Lisboa
2014 - Londres,
Paris, Madrid: cidades inspiradoras, Centro Cultural Regional de Santarém
- Forum Mário Viegas
2015 –Inside
Alvalade, Biblioteca Municipal dos Coruchéus, Lisboa (Lisbon Week)
2016 – Travessia(s),
Centro de Documentação do Edifício Central da Câmara Municipal de Lisboa
2016/17 - A Cidade
do Homem, Direção Geral da Administração da Justiça, Campus de Justiça, Lisboa
2018 - Time
Lapses-No Algarve a Parar o Tempo, Museu Municipal de Faro
2018 - Time Lapses-No Algarve a Parar o Tempo,
Biblioteca Municipal de Olhão
2018 - O Pão
Quotidiano, Escola Superior de Teatro e Cinema, Amadora
2019 - Passo a Passo
Lisboa é Infinita, Centro de Documentação do Edifício Central da Câmara
Municipal de Lisboa
2019 - Passo a Passo
Lisboa é Infinita, Biblioteca Municipal dos Coruchéus, Lisboa
2020 - Coisas Novas
e Coisas Velhas, Espaço Artes do Politécnico de Lisboa
2024 - Compasso de
Espera , Biblioteca Municipal dos Coruchéus, Lisboa
2025 - Time Lapses - No Algarve a Parar o Tempo, Pólo Museológico e Fundação Manuel V.
Guerreiro, Querença.
O
TEMPO DO OLHAR para um mundo visível (e invisível)
Há fotografias que não querem
apenas mostrar. Querem permanecer.
Entre o instante e a memória, o
olhar de João António Fazenda constrói um território onde o tempo parece
suspender-se por um momento. Aquilo que poderia ser apenas passagem torna-se
presença... numa rua, cidade, paisagem, pessoa, etc. O quotidiano, tantas vezes
silencioso e aparentemente banal, revela-se como matéria de memória.
Desde 1962, João Fazenda
fotografa. Ao longo de mais de seis décadas, atravessou diferentes câmaras,
processos e tecnologias, da película ao digital, do preto e branco à cor.
Mudaram os instrumentos, mudaram os lugares, mudaram os tempos. Permaneceu,
porém, aquilo que está antes da fotografia: a atenção ao mundo.
O fotógrafo “não é um
fingidor”... é um observador paciente, que espera, que escolhe... e nesse
intervalo, encontra o inesperado.
O elemento humano atravessa a
sua obra, ou apenas sugerido pelos vestígios de uma ausência. Uma cadeira
vazia, uma casa, uma rua, uma paisagem podem guardar a memória de alguém.
Fotografar é também reconhecer aquilo que permanece quando a presença já
passou.
Preto e branco ou cor, analógico
ou digital, imagem antiga ou recente: a diversidade dos processos não interrompe
a continuidade do olhar, pelo contrário. Porque aquilo que atravessa a obra de
João António Fazenda é uma persistente necessidade de olhar e registar.
Fotografar é parar:
parar uma pessoa,
parar uma paisagem,
parar uma cidade,
parar uma época.
É interromper o fluxo do
presente e guardar, dentro de uma imagem, aquilo que poderia desaparecer... e que
não queremos! Cada fotografia é, assim, um “snapshot”... “para mais tarde
recordar”.
E talvez seja nesse espaço -
entre o que passa e o que permanece - que
vive a fotografia de João António Fazenda.
José Moura
Comissário para as Atividades
Culturais do Campus
Out 2026
Se puders ouvir, escuta... se puderes
escutar, atenta...
Nuno Artur Silva, a Escuta do Mundo,
TSF
parafreaseando
Se puderes olhar, vê... se
puderes ver, observa...
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